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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O que eles dizem sobre o seu bairro

22 de agosto de 2008

ELEIÇÕES 2008

O que eles dizem sobre o seu bairro

No dia 5 de outubro, é função dos porto-alegrenses eleger o representante que vai guiar as ações do município nos próximos quatro anos. Falta menos de dois meses, e as propostas dos candidatos para o seu bairro não poderiam ficar de fora da campanha. Quem ganhar a eleição e assumir a prefeitura vai administrar toda a Capital, mas para promover um debate sobre a região, o ZH Zona Sul apresenta nesta edição o que cada um pensa sobre os problemas dos bairros. Procuramos os candidatos a prefeito de Porto Alegre e perguntamos: “Qual é o principal problema da região dos bairros Ipanema, Tristeza, Vila Assunção, Vila Conceição, Sétimo Céu, Cristal e Cavalhada? O que pretende fazer para solucioná-lo?”. Confira, também, as propostas para resolvê-los.

JOSÉ FOGAÇA (PMDB)

Um dos maiores projetos que contempla a Zona Sul é o Programa Integrado Socioambiental (Pisa), que ampliará o tratamento de esgotos da cidade dos atuais 27% para 77% até 2013. Com o equilíbrio das contas públicas, a administração municipal recebeu a aprovação do financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para viabilizar a parte de crescimento urbano e gestão ambiental do programa. Além do financiamento, outras questões foram importantes para o projeto, como a instalação do escritório socioambiental e a aprovação do bônus-moradia para o reassentamento das famílias que vivem onde passará a obra.

LUCIANA GENRO (PSOL)

A Zona Sul vive o dilema de crescer e ao mesmo tempo preservar a natureza, a orla do Guaíba e a qualidade de vida. Não podemos permitir que o crescimento se dê de forma desordenada. O trânsito dá sinais de esgotamento, portanto, qualquer projeto tem de levar em conta a trafegabilidade, a capacidade de vazão do esgoto e o bem-estar das pessoas. Precisamos urbanizar a orla, fazendo dela um ponto de encontro democrático, não uma área privada para poucos. A segurança também é um problema. O posto da Brigada na Wenceslau Escobar está em petição de miséria. Investiremos na segurança, tirando recursos dos cargos de confiança e reduzindo o gasto com propaganda.

MANUELA D’ÁVILA (PC DO B)

A Zona Sul acumula problemas como expansão imobiliária desordenada, falta de saneamento básico, alagamentos e precariedade nos serviços de saúde. Meu governo investirá na Zona Sul. Executaremos o projeto socioambiental, que reduzirá a poluição do Guaíba, tornando as águas próprias para banho e para pesca. Quero que os porto-alegrenses aproveitem o Guaíba e a orla, que tem 70 quilômetros abandonados. Vamos iluminar praças e parques e mobilizar a Guarda Municipal. Além disso, instalaremos o Pronto-Socorro da Zona Sul no Hospital Parque Belém e criaremos o Plano de Desenvolvimento Agrário da Zona Sul, para estimular a produção por agricultores, cooperativas e agroindústrias.

MARIA DO ROSÁRIO (PT)

Além do grave problema de insegurança que vive toda a cidade, a Zona Sul sofre com o trânsito. O bom momento da economia brasileira favorece a implantação de grandes obras, como o Museu Iberê Camargo e o BarraShoppingSul, que trarão milhares de novos visitantes à região. É preciso que a prefeitura assuma o papel de planejar e executar as adequações viárias para evitar o congestionamento do trânsito na região. Além de fazer novas avenidas, pretendemos qualificar o transporte público, construir ciclovias e estudar a adoção do transporte fluvial.

NELSON MARCHEZAN JR. (PSDB)

Porto Alegre é vítima da falta de atenção à saúde. Porém, a falta de investimentos não é a responsável por isso. Não há um sistema informatizado que interligue postos e hospitais. O problema pode ser resolvido com compra de software e utilização da rede óptica. Por se tratar de uma região extensa, as unidades e postos não suportam o número de usuários. Mas não significa que seja preciso criar novos postos. A diminuição das ausências às consultas, sem cancelamento, é o primeiro passo, pois, em cerca de 40% dos casos, o paciente falta e não desmarca. É fundamental criar ferramentas que evitem o desperdício de recursos.

ONYX LORENZONI (DEM)

Segurança e saúde são dois pontos que precisam melhorar na Zona Sul. Os recursos na área da saúde não são poucos. Vamos criar 10 centros de pronto-atendimento em saúde, serão chamados de PAS. Por meio do PAS, as comunidades receberão atendimento sem que precisem marcar ou tirar ficha para procedimentos como aplicação de vacinas, curativos, consultas e diagnóstico. Na segurança, ampliaremos o efetivo da Guarda Municipal: dos atuais 584 agentes para 1,5 mil homens, sendo 250 a cada semestre nos primeiros dois anos. Os recursos serão remanejados de secretarias, órgãos e cargos extintos.

PAULO ROGOWSKI (PHS)

Na região, encontramos pessoas com maior poder aquisitivo. As questões referentes a segurança e engarrafamentos das vias reincidem. Quando for prefeito, incluirei nos planos governamentais a classe média. Para resolver o problema da segurança não é só preciso aumentar o efetivo de policiais e mandar prender. Articularei com todos para buscar novas alternativas. Os que possuem um maior poder aquisitivo querem se envolver na construção de uma nova cidade, seja pela lei de responsabilidade fiscal, seja por participação ativa. Hoje, não existem espaços destinados aos que querem contribuir, apenas aos que querem reivindicar.

VERA GUASSO (PSTU)

A Zona Sul é uma região de muitos contrastes. De um lado, luxuosas propriedades e, de outro, muita pobreza. Defendemos que um dos focos fundamentais da administração municipal seja a criação de empregos que possam tirar as pessoas da marginalidade, a construção de habitações populares para os que estão vivendo sem as mínimas condições, creches e condições de permanência nas escolas para os filhos dos trabalhadores e desempregados.


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Zero Hora (14/08/2008) - Arrecadação lenta angustia candidatos

Eleições | 14/08/2008 | 03h17min

Arrecadação lenta angustia candidatos

Campanhas esperam que doações aumentem em setembro

Diante das dificuldades em obter doações financeiras na arrancada da campanha, tesoureiros dos candidatos a prefeito de Porto Alegre começam a rever estimativas de gastos com propaganda nestas eleições.

Os valores declarados pelos candidatos e publicados na página do Tribunal Superior Eleitoral indicam que, nos primeiros 38 dias de campanha, apenas 4,9% do valor estimado já chegaram aos comitês.

Para evitar futuros problemas com a Justiça Eleitoral, algumas candidaturas admitem ter feito uma projeção de gastos superestimada. Ainda assim, grande parte dos tesoureiros reconhece que a captação de recursos está abaixo das expectativas. Em alguns comitês, o assunto já causa preocupação. O coordenador da campanha do prefeito José Fogaça (PMDB) à reeleição, Clóvis Magalhães, acredita que ao final do pleito os gastos ficarão bem abaixo do estimado.

— Estamos muito aquém das nossas necessidades. Há uma preocupação em realizar todos os gastos.

Já o deputado estadual Fernando Záchia (PMDB), que integra o comitê financeiro de Fogaça, entende que a dificuldade do prefeito é comum a todos candidatos. Para Záchia, a defasagem na captação deve-se à demora de Fogaça em oficializar a candidatura.

Nos comitês de Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B), a avaliação é de que em setembro as empresas devem definir suas contribuições. O coordenador de campanha de Manuela, Adalberto Frasson, afirma que contatos já foram feitos e que há expectativa de melhora nas próximas semanas. Na campanha de Rosário, a expectativa é semelhante.

O tesoureiro de Luciana Genro (PSOL), Etevaldo Teixeira, não reclama. Embora a candidata do PSOL tenha obtido até o momento R$ 47,6 mil (nominalmente menos que Fogaça), o valor é razoável porque Luciana fez uma estimativa de gastos modesta, de R$ 700 mil.

— Somos um partido novo e não tínhamos tradição de captação junto a empresas — afirma Teixeira.

Nas eleições da Capital, há apenas um oásis: o comitê de Onyx. Ele declarou ao TSE receitas de R$ 606,1 mil – 12% da estimativa inicial de gastos com a campanha, de R$ 5 milhões. O tesoureiro José Francisco Ferreira da Luz, o Zezo, diz que o segredo foi antecipar os contatos com empresários:

— Veio muito recurso picado, mas deu um volume bom.

ZERO HORA
Por trás dos números
As estratégias de arrecadação dos candidatos que captaram o maior e o menor percentual do total previsto para gastos:
ONYX LORENZONI (DEM)
Situação: é o candidato que arrecadou o maior percentual do total previsto para gastos na campanha. De acordo com os números apresentados pela candidatura de Onyx ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em pouco mais de um mês ele já recebeu R$ 606,1 mil em contribuições para financiar sua campanha. Onyx atinge, assim, 12% de sua projeção inicial de gastos, de R$ 5 milhões.
Como chegou ao resultado: o tesoureiro de Onyx, José Francisco Ferreira da Luz, o Zezo, explica que os contatos para captação de recursos começaram um mês antes do início da campanha. A boa relação do candidato com os empresários também foi apontada como um facilitador.
Estratégia: a coordenação de campanha de Onyx considera que Maria do Rosário (PT), Manuela D’Ávila (PC do B) e Luciana Genro (PSOL), por serem mulheres, e o prefeito José Fogaça (PMDB), por ocupar hoje o cargo em disputa, atrairiam a atenção da mídia e do eleitorado na arrancada da campanha. Para neutralizar esse efeito, Onyx investiu nos vídeos da propaganda eleitoral gratuita na TV.
Expectativa: o comitê não arrisca uma estimativa de arrecadação – se vai chegar aos R$ 3,2 milhões inicialmente projetados ou se vai ficar aquém desse valor. Os dados apresentados ao TSE já estariam defasados. A campanha de Onyx já estaria chegando próxima do primeiro milhão de reais em doações.
JOSÉ FOGAÇA (PMDB)
Situação: é o candidato que arrecadou o menor percentual do total previsto para gastos na campanha. Na primeira parcial apresentada pelo TSE, o comitê financeiro da candidatura declarou ter arrecadado R$ 49,3 mil, ou 1,5% dos R$ 3,2 milhões que Fogaça estima gastar até o final do pleito. O valor captado só supera os R$ 47,6 mil obtidos por Luciana Genro (PSOL), 6,8% dos R$ 700 mil fixados como limite de gastos para a eleição.
Como chegou ao resultado: um dos fatores que pesou foi a demora de Fogaça em confirmar sua condição de candidato à reeleição. Além da desmobilização, a espera tem impactos burocráticos: só depois de oficializada a campanha os comitês podem requerer sua inscrição e, então, começar a captar verbas para a campanha.
Estratégia: por contar com uma nominata de candidatos a vereador extensa, já que, além de seu partido, o PMDB, a coligação inclui PDT, PTB e PSDC, o comitê de Fogaça espera que os candidatos a vereador e seus militantes dêem força à arrancada. O comitê financeiro acredita que as doações vão aumentar em setembro, quando crescem também os gastos.
Expectativa: os partidos que apóiam Fogaça admitem que os recursos para campanha podem ficar aquém da projeção inicial. O entendimento, porém, é de que o fenômeno deve atingir todas as candidaturas, e que uma redução de custos não deve comprometer a qualidade da disputa eleitoral.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fogaça reúne três ex-governadores

Segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fogaça reúne três ex-governadores

Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Alfonso Abraham, Divulgação

Foi ladeado por três ex-governadores do Estado que o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), inaugurou agora há pouco o comitê de sua campanha à reeleição.

Na esquina das avenidas João Pessoa e Venâncio Aires, militantes se amontoaram para ouvir Fogaça discorrer, entre balanços e propostas, acerca da aliança entre os partidos que apóiam sua candidatura.

A coligação (PMDB, PDT, PTB e PSDC), segundo Fogaça uma "união histórica", foi a razão da harmonia entre Pedro Simon, Alceu Collares e Germano Rigotto, além do senador Sérgio Zambiasi e outras autoridades.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fogaça e Rosário estão em vantagem na disputa em Porto Alegre, diz pesquisa

Flávio Ilha
Especial para o UOL
Em Porto Alegre

Uma pesquisa do instituto Index, encomendada pela revista Voto, coloca José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) como os mais fortes candidatos ao segundo turno nas eleições de Porto Alegre.

Fogaça, que é candidato à reeleição, aparece no levantamento com 33,6% das intenções de voto, enquanto Rosário vem em segundo, com 22,3%. Em relação à deputada Manuela D'Ávila (PC do B), terceira colocada, Rosário abriu dez pontos de vantagem, segundo o instituto. Manuela possui 12,1% das intenções de voto.

Em seguida, num terceiro bloco, aparecem Onyx Lorenzoni (DEM), com 6,8%, e Luciana Genro (PSOL), com 4,8%. Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Paulo Rogowski (PHS) alcançaram 1%, enquanto Vera Guasso (PSTU) chegou a 0,7%.

Registrada no TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul) com o número 16/2008, a pesquisa ouviu 1.246 eleitores entre os dias 24 e 25 de julho, com margem de erro de 2,8% para mais ou para menos. A revista chega nesta quinta-feira (07) às bancas.

Na simulação de voto espontâneo, Fogaça e Rosário também lideram a disputa com 15,8% e 10,8%, respectivamente. Manuela alcança, nesse quesito, a preferência de 5,9% dos eleitores consultados. Onyx Lorenzoni vem logo atrás com 2,1%, seguido de Luciana Genro com 2%.

O instituto Index também perguntou em qual candidato o eleitor não votaria "de jeito nenhum". Fogaça é o mais rejeitado, com 17,7%. Maria do Rosário aparece com um índice de 5,1% entre os eleitores consultados, enquanto Manuela D'Ávila marcou 2,8%.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Em Porto Alegre, candidatas Maria do Rosário e Manuela trocam farpas durante debate

GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

A disputa pelo segundo lugar na eleição de Porto Alegre esquentou com a troca de farpas entre as deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D'Ávila (PC do B) durante o debate da TV Bandeirantes, na noite de ontem.

Empatadas tecnicamente com respectivos 20% e 18%, segundo pesquisa Datafolha feita na semana passada, a petista e a comunista disputam entre si um eleitorado de esquerda em uma cidade que foi governada pelo PT durante 16 anos.

A candidata do PC do B perguntou a Maria do Rosário se a crise no atendimento de saúde da cidade começou apenas em 2005, quando o PT deixou a Prefeitura de Porto Alegre.
Maria do Rosário respondeu com ironia, lembrando que as duas já estiveram juntas e que o PC do B fez parte das administrações do PT.

O prefeito José Fogaça (PMDB), que lidera a corrida eleitoral com 29%, segundo o Datafolha, foi o mais fustigado pelos adversários, que criticaram problemas na saúde, na educação e o que seria, segundo a oposição, excesso de gastos com cargos comissionados (não concursados).

A candidata do PSOL, Luciana Genro, disse que o gasto da Prefeitura com cargos de confiança --R$ 30 milhões por ano-- é o dobro dos investimentos feitos no período com saúde e educação em 2007.

Onyx Lorenzoni (DEM) criticou Fogaça por causa da colocação das escolas de Porto Alegre no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 14º lugar. "Uma nota média de 3,1 para 1ª a 4ª séries e de 3,3 para 5ª a 8ª não é um bom resultado", disse Onyx, após o prefeito citar programas de educação integral implantado em 11 escolas.

Provocações à direita e à esquerda em debate no RS

Agencia Estado

O quarto debate da campanha eleitoral de Porto Alegre, esta noite, na TV Bandeirantes, mostrou dois duelos distintos. Num deles, Onyx Lorenzoni (DEM) fustigou o prefeito José Fogaça (PMDB), candidato à reeleição e líder nas pesquisas, insistindo na busca do eleitorado à direita do espectro político. No outro, Maria do Rosário (PT) e Manuela DÁvila (PCdoB), empatadas em segundo lugar nas pesquisas, trocaram farpas na disputa pela esquerda. Quando conseguiu se dirigir a Fogaça, Lorenzoni provocou perguntando: "O que deu errado em seu governo?"

O prefeito citou realizações como ampliação das equipes de saúde da família e adoção da educação integral em 11 escolas da cidade. Como foi alvo também de outros candidatos, Fogaça defendeu sua administração citando iniciativas como a governança solidária, que reúne o capital social para desenvolver projetos sem custos para os cofres públicos.

Manuela fustigou Maria do Rosário querendo saber se os problemas de saúde da cidade começaram há apenas quatro anos, quando o PT deixou de governar a cidade. A candidata petista rebateu falando que há lado na política e que o povo quer saber com quem seus candidatos andam, numa referência à ampla aliança da concorrente, que juntou o PCdoB ao PSB e ao PPS, visto como partido de direita no Rio Grande do Sul. Maria do Rosário tentou colar sua candidatura à popularidade de Lula anunciando parcerias com o governo federal, mas Manuela lembrou que os dois primeiros anos do atual presidente coincidiram com os dois últimos anos do PT em Porto Alegre e, à época, os projetos conjuntos não aconteceram.

Os demais concorrentes fizeram apostas diferentes. Luciana Genro (PSOL) atacou tanto Fogaça quanto Nelson Marchezan Júnior (PSDB) dizendo que os dois pertencem a partidos aliados no governo do Estado, que, quando chegam ao poder, repetem o discurso da falta de recursos. Marchezan Júnior defendeu os governos tucanos dizendo que eles fazem o ajuste fiscal para permitir que os administradores voltem a ter recursos para investir. E Paulo Rogowski (PHS) preferiu citar suas propostas para construir um porto na zona sul da cidade e comprar vagas em hospitais particulares para resolver os problemas mais urgentes da saúde.

Hostilidade entre antigos aliados marca debate em Porto Alegre

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE (Reuters) - O primeiro debate das eleições pela prefeitura da capital gaúcha, promovido pela TV Bandeirantes na noite de quinta-feira, foi marcado pela hostilidade entre antigos aliados. O prefeito José Fogaça (PMDB), candidato à reeleição e favorito nas pesquisas de intenção de voto, foi o principal alvo, enquanto as três candidatas de esquerda travaram uma guerra particular na luta por uma vaga no segundo turno.

Apesar da participação de vários partidos nas administrações da governadora Yeda Crusius (PSDB) e Fogaça comprometer a maioria dos candidatos e complicar a estratégia de firmar um campo de oposição, o atual prefeito foi bastante atacado, particularmente pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM), quinto nas pesquisas.

"(Fogaça) Foi eleito com a expectativa de mudança e teve inclusive o meu apoio. Muitas coisas ficaram iguais, outras pioraram. O que deu errado?", questionou o candidato do DEM.

A estratégia do confronto foi anunciada pelo próprio Onyx pouco antes do início do debate. Na sua avaliação, ele e Fogaça crescem na mesma fatia do eleitorado, enquanto Maria do Rosário (PT), Manuela D'Ávila (PCdoB) e Luciana Genro (PSOL) disputariam outra faixa.

Além de defender as realizações da atual administração, Fogaça atacou a falta de experiência dos adversários. Para o atual prefeito, por desconhecimento, alguns candidatos "fazem ousadias e promessas difíceis de realizar".

"Onyx desconhece (a situação da prefeitura), por isso não pode ser prefeito", disse.

FOGO CAMARADA

Empatadas em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, nem mesmo o passado comum serviu para amenizar a disputa entre Maria do Rosário e Manuela D'Ávila.

A candidata petista, que iniciou sua carreira política no PCdoB, precisou defender as quatro administrações petistas na capital e as acusações de que o partido teria esgotado um modelo de gestão e não teria condições de oferecer nenhuma novidade para administração da cidade.

Para Manuela, a estratégia adotada foi apontar a responsabilidade da adversária na persistência de problemas no serviço público que não teriam sido resolvidos durante os 16 anos em que o PT governou a cidade.

Na reação, Rosário cobrou coerência e lembrou a participação do PCdoB nos governos petistas. Além disso, atacou a aliança feita pelos comunistas com o PPS, partido que participa do governo Fogaça e tem integrantes no centro da crise política do governo Yeda Crusius, provocada por denúncias de desvio de dinheiro para campanhas eleitorais.

"Os problemas (na área da saúde) podem ter começado antes, na época em que estávamos juntas. A questão é saber com quem andamos, quem somos. A política tem lado", rebateu Rosário.

Apresentando uma posição crítica ao que considera conformismo em relação à não resolução de problemas, Manuela apresentou como novidade a idéia de buscar soluções "novas" e "integradas" para os dilemas da cidade e mostrou que aposta na viabilidade de ser uma alternativa à polarização que marca a política na capital gaúcha.

"Não precisamos ser reféns de projetos de pessoas que não têm ouvidos e só têm bocas. Porto Alegre não precisa ser refém de dois projetos que se revezam (no poder)", disse Manuela.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

TRE manda candidatos removerem murais irregulares em Porto Alegre

Flávio Ilha
Especial para o UOL
Em Porto Alegre

O juiz Diógenes Hassan Ribeiro intimou nesta quarta-feira (30) oito candidatos em Porto Alegre a removerem pinturas irregulares de propaganda eleitoral feitas em muros da cidade. Entre os candidatos citados está Maria do Rosário (PT), que disputa a Prefeitura de Porto Alegre. Os outros sete são postulantes a uma vaga na Câmara de Vereadores.

Entre os citados estão dois candidatos a vereador do PT, dois do PTB e um de PSDB, PDT e PP. Segundo o juiz, as propagandas excedem o limite máximo previsto em lei que é de quatro metros quadrados.

Ribeiro, que é o juiz responsável pela propaganda de rua em Porto Alegre, estipulou um prazo de 24 horas, a contar da notificação, para comprovar à Justiça a retirada das pinturas e dois dias para apresentação de defesa. As multas para esse tipo de infração variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

Segundo ele, a intenção da Justiça Eleitoral não é punir os candidatos. Nem, por outro lado, impedir o acesso dos candidatos aos eleitores. "Queremos apenas garantir respeito à população e à cidade", justificou.

Além disso, Ribeiro disse que a regulamentação da propaganda leva em conta cuidados com meio ambiente, poluição visual e limpeza. Pela legislação em vigor, são proibidas propagandas em locais públicos como parques, rotatórias, passarelas, viadutos, túneis ou postes de iluminação. Também não são permitidos outdoors.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Porto Alegre: nova pesquisa consolida candidaturas de Fogaça, Rosário e Manuela

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=41085


A pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo jornal Correio do Povo aponta para a consolidação da disputa entre os candidatos José Fogaça (PMDB), Maria do Rosário (PT) e Manuela d'Ávila (PCdoB).

Na pesquisa estimulada, 28,8% dos eleitores declaram votar no atual prefeito José Fogaça, as candidatas do PT e do PCdoB aparecem empatadas tecnicamente no segundo lugar com 21,5% e 18,5% das intenções de voto respectivamente.



Comparada à ultima pesquisa divulgada pelo jornal no dia 14/07, os candidatos Fogaça, Rosário e Manuela apresentaram um crescimento nas intenções de voto.

Fogaça passou de 25,7% para 28,8%, a candidata do PT teve um crescimento de mais de 2%, e Manuela cresceu de 18,1% para 18,5%.

Todos os outros candidatos apresentaram uma queda na pesquisa. A candidata do PSol, Luciana Genro caiu de 7,5% para 6%, o candidato Onyx Lorenzoni (DEM) caiu de 7,7% para 6% das intenções de voto.

Na pesquisa espontânea, o número de entrevistados indecisos é de 62,9%, uma redução de 5% em relação à pesquisa anterior, quando o percentual era de 68,1%. Na espontânea os nbmes mais lembrados são José Fogaça, seguido novamente por Maria do Rosário e Manuela dÁvila.

A pesquisa Correio do Povo/Instituto Methodus, feita com 1.050 eleitores de diversos bairros de Porto Alegre.

PMDB e PT lideram rejeição

Apesar de estarem disputando com boas intenções de voto, os candidatos do PMDB e PT lideram a rejeição entre os eleitores. Dentre os candidatos em que o eleitor não votaria de jeito algum, 25,8% apontam José Fogaça, seguido por Maria do Rosário rejeitada 20,9%. Ou seja 46,7% dos eleitores de Porto Alegre rejeitam os candidatos do PT e PMDB.

Em empate técnico com a candidata do PT, Manuela d'Ávila apresenta um dos menores índices de rejeição, apenas 11,4%.

Segundo Adalberto Frasson, coordenador executivo da campanha de Manuela "esta pesquisa comprova o crescimento da candidatura da Manuela e retrata um sentimento que temos visto nas ruas, de grande aceitação, de entusiamo com este novo modo de fazer política".

"Mas sabemos que a campanha está apenas começando, e esta pesquisa nos mostra que a disputa será muito grande" destacou Frasson.

De Porto Alegre
Gustavo Alves

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Justiça Eleitoral determina apreensão de material de campanha de Luciana Genro

A representação foi encaminhada pela coligação da candidata Manuela D'Ávila

O juiz eleitoral Diógenes Hassan Ribeiro, responsável pela propaganda de rua em Porto Alegre, determinou na quinta-feira a busca e apreensão de cerca de 40 mil panfletos da campanha da candidata Luciana Genro, da coligação Sol e Verde (PSOL – PV). A medida liminar foi cumprida e o material apreendido na Esquina Democrática e na sede do partido, que fica na Cidade Baixa.


O pedido foi encaminhado à Justiça pela coligação Porto Alegre é Mais, da candidata do PC do B, Manuela D'Ávila, que alegou que um trecho do panfleto poderia ser difamatório e trazer “conseqüências deletérias para a representante no processo”. O texto que a candidata se refere diz o seguinte: “O PMDB de Fogaça, o PT de Rosário, o PP que é do vice de Onyx e o PPS que está com a Manuela são os responsáveis para escalada de escândalos do tipo Mensalão, Detran e Banrisul". Na representação, a coligação de Manuela (formada pelo PC do B, PPS, PSB, PR, PMN, PTN e PT do B), alegou que o PPS, que compõe a chapa com o candidato a vice Berfran Rosado, não está envolvido em nenhum dos escândalos citados.


O pedido foi acatado e o recolhimento foi imediato. O material vai ficar sob a guarda da Justiça até o julgamento do mérito da ação. O PSOL ainda pode recorrer da apreensão.


A Justiça Eleitoral recebe denúncias sobre propaganda de rua na Capital através do e-mail mpeleitoral@mp.rs.gov.br.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Líder nas pesquisas, Fogaça ainda é mais prefeito que candidato em Porto Alegre

Marca do PMDB

A campanha pela reeleição deve enfatizar as políticas públicas dedicadas à assistência a crianças e adolescentes e o esforço para manter o equilíbrio das contas públicas feito pelo atual governo. Além de críticas quanto a resultados considerados insuficientes, Fogaça deve enfrentar as acusações da oposição sobre indícios de fraude em uma licitação do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.

- Não houve licitação fraudulenta. Quando o Tribunal de Contas identificou o problema, tomamos as atitudes corretas, revogamos o edital e promovemos outro - disse Magalhães.

Em caso de reeleição, o discurso do governo pode ter algumas mudanças. A primeira gestão teve a marca do PPS, então partido de Fogaça, com a idéia da chamada governança solidária. Em um segundo governo, o PMDB teria mais peso e daria mais ênfase ao planejamento para o desenvolvimento econômico da cidade e a um modelo de gestão com "democracia cooperativa" capaz de agregar vários atores sociais.

- Queremos avançar na perspectiva de uma cidade melhor - disse Magalhães.

Na eleição deste ano, além do PTB, o PDT entrou na coligação de Fogaça, enquanto o PPS optou pela chapa de Manuela dÁvila (PCdoB). As negociações que resultaram na substituição do PTB pelo PDT na indicação do vice de Fogaça e na possível composição do secretariado teriam sido o motivo para a demora na formalização da candidatura à reeleição do prefeito.

- Foi o tempo necessário para dialogar com todos os partidos. É uma posição de respeito aos partidos - disse Magalhães.

PORTO ALEGRE - Candidato à reeleição e favorito nas pesquisas de intenção de voto, José Fogaça (PMDB) mantém a rotina de prefeito de Porto Alegre e ainda não conta com uma equipe de campanha totalmente estruturada.

- No momento, (Fogaça) exerce o mandato de prefeito - disse Clóvis Magalhães, secretário de Gestão do município, à Reuters.

Magalhães é integrante do diretório municipal do PMDB e deve fazer parte da equipe, mas o principal nome do partido na coordenação da campanha de Fogaça será o deputado estadual Luiz Fernando Záchia que não deve assumir tarefas eleitorais antes do final de julho. Até lá, continua como secretário de Desenvolvimento no governo Yeda Crusius (PSDB).

- A campanha existe com registro formal no TRE e já dispõe de CNPJ. Está instalada porque temos atos administrativos que já estão funcionando - afirmou Magalhães.

Com poucas atividades de rua e a participação do candidato nos primeiros debates, esta fase inicial de campanha teria como prioridade a abertura de comitês, conversas com apoiadores e preparação da estrutura para o gerenciamento de doações e financiamento.

Ainda não foram definidos os responsáveis pela propaganda eleitoral e não há previsão de data para o afastamento de José Fogaça do Executivo. Sem necessidade de desincompatibilização, é possível que o prefeito peça férias ou licença apenas na reta final da campanha.

- Não pretendemos gerar instabilidade na gestão municipal - disse Magalhães.

Na última pesquisa Ibope, realizada entre 8 e 10 de julho e divulgada pelo jornal Zero Hora, Fogaça (PMDB) tem 29% das intenções de voto, enquanto Maria do Rosário (PT) e Manuela dÁvila (PCdoB) aparecem empatadas em segundo lugar com 19% cada uma. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

Segundo dados registrados no TRE, a previsão de gastos da campanha de Fogaça é de R$ 3,2 milhões. É o quarto maior orçamento, sendo superado por Onyx Lorenzoni (DEM/PP), com R$ 5 milhões; Maria do Rosário (PT/PRB/PSL), com R$ 4,8 milhões, e Manuela d'Ávila (PCdoB/PPS/PSB), com R$ 3,5 milhões.

Fogaça terá a maior fatia do horário de propaganda eleitoral com 6 minutos e 25 segundos.

Publicada em 14/07/2008 às 16h51m

Reuters

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Porto Alegre proíbe uso de cavalete na propaganda de rua

A regulamentação poderá ser estendida a outras cidade do interior

Reunião realizada na tarde desta quinta-feira no plenário do TRE-RS firmou as normas específicas para a propaganda de rua em Porto Alegre. Entre as principais novidades está a proibição da colocação de cavaletes em qualquer ponto da cidade, restringindo ainda mais as regras nacionais e fechando o cerco à poluição visual. A regulamentação vale para Porto Alegre, mas poderá ser estendida às cidades do interior dependendo do acerto entre juízes, partidos e prefeituras.


No caso da Capital, as novidades incluem ainda a fixação de normas para uso de locais públicos, como o Brique da Redenção, a Esquina Democrática e o Anfiteatro Pôr-do-sol. Foi reafirmada a proibição da propaganda em bens públicos, como passarelas, túneis, viadutos, postes de iluminação e muros públicos, assim como o uso de outdoors e os limites para utilização de bens particulares para fins de propaganda.


As regras estarão em vigor a partir do início do período de propaganda eleitoral, em 6 de julho. Antes disso, qualquer candidato ou partido que fizer propaganda antecipada estará sujeito a sanções. Entretanto, de acordo com o juiz responsável pela 2ª Zona Eleitoral do Estado, Diógenes Hassan Ribeiro Ribeiro, as normas ainda podem sofrer reformulações até a data da eleição. O objetivo é, segundo ele, dar a prevenção total que os candidatos e partidos merecem e dar condições de igualdade a todos os concorrentes.


A 2ª Zona Eleitoral é responsável pela Coordenação e Fiscalização da Propaganda de Rua em Porto Alegre. Durante o período eleitoral, estará de plantão também nos finais de semana, das 14h as 19h. O endereço eletrônico para comunicações relativas à fiscalização é: propagandacapital@tre-rs.gov.br e o telefone é (51) 32309792.


As principais mudanças são:
- proibição da colocação de cavaletes, em qualquer ponto da cidade;
- proibição da fixação ou veiculação de qualquer espécie de propaganda eleitoral em rótulas, rotatórias, parques e praças, para evitar problemas de segurança no trânsito e danos ao meio ambiente. Aqui estão incluídos os bandeiraços. O uso das vias públicas para esse fim só é permitido se for feito através de bonecos e cartazes móveis. Mesmo assim, não podem dificultar a visão dos motoristas e impedir o bom andamento do trânsito.


Segues confirmadas as seguintes proibições:
- em bens públicos, como passarelas, túneis, viadutos, postes de iluminação e muros públicos;
- uso de outdoors;
- limites para utilização de bens particulares para fins de propaganda.